ECONOMIA E SOCIEDADE
Resultados de estudo sobre mercado de residências para
estudantes em Portugal
O mais recente estudo anual sobre o mercado de residências
para estudantes em Portugal – Purpose Built Student Accommodation (PBSA),
da autoria da Cushman & Wakefield (C&W), consultora em serviços
imobiliários, analisa principalmente projetos de maior dimensão (com mais de
100 camas), localizados em Lisboa e Porto destaca o crescimento contínuo da
procura e a forte trajetória de crescimento das rendas neste sector.
No último ano, Lisboa e Porto registaram um aumento de 8,5%
no número de camas disponíveis, cerca de 1.500 novas unidades. Apesar deste
crescimento, a taxa de cobertura (rácio cama/estudante) mantém-se muito aquém
da média europeia de 12%, reforçando o desequilíbrio entre oferta e procura.
Para o próximo ano letivo, estima-se que as rendas voltem a aumentar, em torno
dos 9% (média ponderada para Lisboa e Porto).
“O mercado de alojamento para estudantes em Portugal está a
ganhar maturidade e atratividade internacional. Apesar do aumento da oferta nos
últimos anos, a procura continua a superar largamente a capacidade,
pressionando as rendas e atraindo cada vez mais investidores para este setor”, destaca
Ana Gomes, Partner, Head of Research na Cushman & Wakefield.
Entre os principais destaques do estudo:
- A
procura internacional por alojamento estudantil continua a crescer,
sustentada pelo prestígio crescente das universidades portuguesas, pelos
programas de mobilidade académica e pela atratividade do país como local
para viver;
- Mesmo
com todos os projetos públicos e privados planeados, Lisboa e Porto
continuarão abaixo dos 10% de taxa de oferta, abaixo da média europeia de
12%;
- Foram
disponibilizadas cerca de 1.500 novas camas em Lisboa e no Porto no
último ano letivo, representando um aumento de 8,5% no stock total. A
maioria pertence a projetos privados;
- Os
alojamentos públicos para estudantes tendem a estar em cidades
secundárias, enquanto em Lisboa e no Porto a oferta de alojamentos
privados já ultrapassa o número de camas públicas;
- Para
investidores, o preço médio por cama situa-se entre 100.000€ e 120.000€
para projetos em Lisboa e no Porto;
- As
yields prime variam entre 5,25% e 5,50%, refletindo uma ligeira compressão
no último ano.
- Foram
concluídas quatro transações de investimento no último ano, incluindo
operações em Lisboa, Porto e cidades secundárias como Covilhã e Braga.
O estudo sublinha ainda a diferença entre o custo das
residências públicas e privadas em Lisboa. Nas públicas, os quartos individuais
variam entre 253€ e 413€, os quartos partilhados entre 170€ e 354€ por cama e
os estúdios entre 588€ e 775€. Já nos projetos privados PBSA, os estúdios
situam-se entre 650€ e 1.500€ mensais, dependendo da localização e do nível de
serviços.
Um grande impulsionador do crescimento das rendas no
segmento PBSA é a escassez geral de habitação. “Com o dobro da população
estudantil do Porto e uma população geral muito maior, o mercado imobiliário de
Lisboa continua sob intensa pressão. A escassez tornou-se tão grave que o
mercado limitado de apartamentos tradicionalmente alugados e partilhados por
estudantes está agora a ser ocupado por famílias que não têm condições para
comprar casa própria. Como resultado, os estudantes ficam cada vez mais sem
alternativas viáveis, a não ser recorrer a este tipo de alojamentos”, sublinha
Ana Gomes.
O crescimento do número de camas tem sido limitado por
vários constrangimentos estruturais. Entre os principais entraves apontados no
estudo estão os processos de licenciamento, frequentemente morosos e complexos,
a escassez de terrenos adequados para desenvolvimento e a suspensão ou atraso
de uma parte dos projetos públicos anunciados desde 2020, agravando o défice de
camas disponíveis.
De acordo com o pipeline atual, a oferta no Porto deverá
aumentar até 2026 e estabilizar posteriormente. Em Lisboa, prevê-se um
crescimento contínuo até 2028, permitindo à cidade ultrapassar o Porto em
número de camas privadas. No entanto, o défice de alojamento continuará a ser
significativo, uma vez que Lisboa concentra o dobro da população estudantil do
Porto e apresenta um mercado habitacional sob forte pressão, onde estudantes e
famílias competem pelo mesmo stock de arrendamento.
Notários Portugueses lançam campanha solidária de angaiação de fundos para apoio aos bombeiros
(Imagem criada por IA)
Num momento em que Portugal enfrenta uma das maiores vagas de incêndios florestais dos últimos anos, os Notários Portugueses decidiram unir esforços e lançar a campanha “Portugal apoia os seus Bombeiros!”. A iniciativa integra o programa Notários Solidários e tem como principal objetivo angariar fundos, entre os dias 20 de agosto e 30 de setembro, para apoiar diretamente os Bombeiros Voluntários Portugueses, reforçando os meios e as condições de quem, todos os dias, arrisca a vida para proteger pessoas, bens e florestas.
“Esta é uma forma de retribuir a coragem de quem nunca vira costas ao perigo. A campanha apela à participação de todos os cidadãos, lembrando que cada contribuição é um gesto que pode fazer a diferença no trabalho diário dos Bombeiros”, refere o Bastonário da Ordem dos Notários, Jorge Batista da Silva.
A coordenação da entrega será efetuada pelo Notário Luís Gamboa, que é Bombeiro Voluntário na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mêda e que, com a funcionária do Cartório de Mêda, Marlene Bordalo, também tem estado no terreno a combater os incêndios.
Surf para todos com o apoio da Buondi
Duas iniciativas de Buondi, em destaque este verão.
As Buondi Surf Sessions estão de volta à Praia de Matosinhos
para a sua 11ª edição, cerca de uma década após o lançamento do projeto. Esta
iniciativa convida o público a desfrutar de aulas de surf gratuitas, promovendo
a saúde mental e a inclusão social. As atividades decorrem entre as 10h30 e as
13h30 no dia 30 de agosto.
E a Buondi dá continuidade à parceria com a SURFAddict –
Associação Portuguesa de Surf Adaptado –, preservando a estreita relação da
associação com o projeto. A associação vai voltar a apoiar a realização de
aulas de surf abertas ao público em geral, e também aulas de surf adaptado,
para crianças e adultos com dificuldades motoras, visuais ou cognitivas.
“A caminho da 11ª edição, orgulhamo-nos de estar há cerca de
dez anos a juntar várias pessoas para celebrar o surf, a promover experiências
inesquecíveis no mar, a inclusão e a entreajuda”, refere Teresa Ferreira, Brand
Manager de Buondi. “É muito importante
para nós marcar presença na Praia de Matosinhos, ano após ano, sempre com o
objetivo de que a comunidade local possa também beneficiar desta iniciativa”,
acrescenta.
A segunda sessão da iniciativa irá decorrer no dia 6 de
setembro, às 10h30 na Praia de Carcavelos. As inscrições para as Buondi Surf
Sessions são realizadas no próprio dia e local, junto ao stand da iniciativa.
TAP e Revolut apresentam nova opção de pagamento seguro
A TAP Air Portugal e a fintech Revolut anunciam uma nova opção
para os Clientes da Companhia aérea nacional, que têm agora no Revolut Pay mais
uma opção de pagamento segura e com a opção one-click checkout.
O Revolut Pay é uma
solução da Revolut que permite aos clientes de Portugal e Reino Unido
reservarem voos no site da TAP em segundos e sem a necessidade de incluir os
seus dados de pagamento. Para isso, basta escolher esta opção no checkout do
site ou app da TAP Air Portugal e concluir o pagamento, depois da confirmação
na app da Revolut, já protegida por código ou dados biométricos.
João Frias, Head of Payment Strategy & Fraud Prevention
da TAP Air Portugal, afirma que “estamos constantemente focados em melhorar a
experiência dos nossos Clientes, em todas as etapas da sua viagem, e o momento
do pagamento é uma parte fundamental. Esta parceria com a Revolut permite-nos
oferecer uma opção de pagamento rápida, segura e moderna, ao mesmo tempo que
reforça a nossa estratégia de inovação digital. Com o Revolut Pay, estamos a
simplificar o processo de reserva e a oferecer maior comodidade aos nossos
passageiros.”
Alex Codina, General
Manager of Acquiring da Revolut, diz que estão “extremamente entusiasmados com
a parceria com a TAP Air Portugal, uma companhia aérea que partilha o nosso
compromisso com a inovação e com a melhoria da experiência do cliente. No setor
das viagens, os processos de pagamento podem muitas vezes ser inconvenientes. O
nosso objetivo com o Revolut Pay é simplificar este processo, tornando-o o mais
fácil e seguro possível para os viajantes reservarem os seus voos. Esta
parceria com a TAP Air Portugal permite-nos construir juntos o futuro dos
pagamentos no setor, especialmente na Europa.”
Os Clientes da TAP e do Revolut Pay podem ganhar RevPoints,
o programa de fidelização da Revolut. Com esta parceria, até 12 de setembro, os
Clientes que paguem viagens na TAP Air Portugal com o Revolut Pay recebem dez
vezes mais RevPoints que podem trocar depois por benefícios.
O Revolut Pay inclui uma Política de Proteção ao Cliente que
garante que os pagamentos rápidos e a facilidade de uso não comprometem a sua
segurança. Os dados dos Clientes são criptografados e protegidos pelo Revolut
Secure, impedindo a partilha entre empresas ou terceiros.
Casas de luxo: as 10 ruas mais caras de Portugal
Comprar casa na rua mais cara de Portugal custa, em média,
8.106.364 euros, em julho. Este é, pelo menos, o valor pedido pelos
proprietários da Urbanização Quinta do Lago, localizada em Almancil, no
Algarve. O top dez do ranking das ruas mais caras para comprar casa é dominado
por imóveis que se encontram em Cascais, segundo a análise realizada pelo site idealista.
A completar o pódio deste ranking de luxo encontram-se a Rua
Soto Maior, em Sintra, com um preço médio de 3.912.000 euros, e a Avenida dos
Descobrimentos, em Lagos (3.797.450 euros).
A quarta morada com os preços mais exclusivos para comprar
uma casa está situada na Rua Vilas do Mar, na freguesia de Carvalhal (3.644.444
euros). Seguem-se a Rua Faias, localizada em Cascais (3.589.091 euros) e a Rua
Melo e Sousa, no Estoril, onde o preço médio da habitação de luxo ronda os
3.554.768 euros.
Na sétima posição encontra-se a Rua dos Pinheiros,
localizada em Cascais, que conta com casas a um preço médio de 3.312.105 euros.
A lista das dez ruas mais caras fica completa com a Rua do Pinhal, no Estoril
(3.195.000 euros), a Avenida 24 de Julho, em Lisboa (3.054.850 euros) e a Rua
Carreira de Tiro, em Barcarena (3.021.933 euros).
Pagamentos na moeda de origem favorecem turistas e Negócios
Num contexto de forte crescimento do turismo internacional,
soluções como a DCC – Dynamic Currency Conversion, disponíveis em todos os
métodos de pagamento, seja físico, seja online disponibilizados pela REDUNIQ,
ganham especial relevância ao permitirem o pagamento na moeda de origem do
cliente. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024, Portugal
recebeu 29 milhões de turistas não residentes, um crescimento de 9,3% face a
2023. Este aumento foi impulsionado, nomeadamente, por mercados fora da Zona
Euro, como os EUA (+16,9%), a Suíça (+9,2%) e o Reino Unido (+4,5%).
A faturação na rede REDUNIQ, marca de aceitação de
pagamentos da UNICRE, também acompanhou esta evolução: a faturação proveniente
dos estrangeiros que visitaram o nosso país cresceu 8% face ao ano anterior,
representando 24% do total faturado em 2024 pela REDUNIQ. O Reino Unido (14% da
faturação internacional) manteve-se como o mercado com maior peso, seguido da
Irlanda (14% do valor) e dos EUA (12% dos gastos).
A solução DCC responde diretamente às necessidades destes
consumidores internacionais, permitindo que os clientes oriundos de países fora
da Zona Euro paguem na sua moeda de origem, com visibilidade imediata do valor
final da transação e da taxa de câmbio aplicada. Um processo cómodo,
transparente e que permite o controlo total sobre os gastos.
Para os negócios, a disponibilização desta funcionalidade
não tem custos adicionais ou alterações operacionais. No momento do pagamento,
o comerciante tem apenas de apresentar ao cliente a opção, que surge
automaticamente no terminal. Quanto maior o volume de faturação convertida com
DCC, maior o retorno financeiro.
Ainda de acordo com os dados de faturação da REDUNIQ, as
cinco moedas mais convertidas em 2024 foram:
• Dólar
norte-americano (USD) – 39,8% do valor convertido
• Libra
esterlina (GBP) – 32,8% do valor convertido
• Franco
suíço (CHF) – 10,9% do valor convertido
• Dólar
canadiano (CAD) – 10,1% do valor convertido
• Real
brasileiro (BRL) – 6,4% do valor total convertido
Juntas, as moedas dos EUA e do Reino Unido representaram
mais de 72% da faturação convertida, refletindo um forte alinhamento entre os
mercados emissores de turismo e o potencial de rentabilização da solução.
“O crescimento de visitantes estrangeiros representa uma
oportunidade clara para os negócios locais. Mas capitalizar essa oportunidade
exige soluções modernas, que estejam alinhadas com as expectativas dos
visitantes. O DCC é uma dessas soluções: simples e transparente. A chave está
na proatividade do comerciante em apresentar esta opção ao cliente no momento
do pagamento”, explica Tiago Oom, Diretor Comercial da UNICRE.
Adaptar os meios de pagamento à realidade dos clientes
estrangeiros é mais do que uma conveniência. Trata-se de uma forma eficaz de
aumentar a competitividade dos negócios portugueses. A solução DCC permite
responder às novas exigências e satisfação dos consumidores globais, enquanto
oferece uma oportunidade real de valorização do negócio.
Siemens mantém resultados e confirma perspetivas para o ano
fiscal de 2025
A Siemens deu continuidade à sua trajetória de crescimento
no terceiro trimestre de 2025 (terminado a 30 de junho), com resultados
robustos, tendo crescido em praticamente todos os indicadores-chave de
desempenho. Por este motivo, a empresa confirma as perspetivas para o ano
fiscal de 2025, excluindo efeitos relacionados com a Altair e Dotmatics, que
foram adquiridas com sucesso antes do previsto, e excluindo ganhos provenientes
da venda da Innomotics.
“O nosso desempenho no terceiro trimestre demonstra que a
Siemens está a entregar resultados robustos apesar da volatilidade do mercado
global. Estamos a registar um crescimento sustentado nas encomendas, receitas e
resultado líquido. A digitalização e a sustentabilidade continuam a ser os
nossos motores de crescimento. Além disso, com a conclusão da aquisição da
Dotmatics, estamos a abrir novos mercados no setor das ciências vida e a
combinar a inteligência científica com as nossas tecnologias de inteligência
artificial industrial”, afirma Roland Busch, presidente e CEO da Siemens AG.
No terceiro trimestre de 2025, a Siemens aumentou as
encomendas em 28% numa base comparável – ou seja, excluindo efeitos de
conversão cambial e de portefólio – para 24,7 mil milhões de euros. As receitas
totalizaram 19,4 mil milhões de euros, o que se traduz num crescimento de 5%
face ao período homólogo. O rácio de encomendas recebidas e receitas
(book-to-bill) situou-se em 1,28. No final do terceiro trimestre, o volume de
encomendas em carteira (order backlog) totalizava 117 mil milhões de euros.
O resultado líquido aumentou 5% para 2,2 mil milhões de
euros, beneficiando, entre outros, de um ganho de 200 milhões de euros da
conclusão da venda de parte do negócio de logística aeroportuária.
“No terceiro trimestre, registámos um excelente ‘free cash
flow’ de 2,9 mil milhões de euros e estamos a apontar, uma vez mais, para
alcançar um retorno de dois dígitos do ‘free cash flow’ no total do exercício
fiscal. Olhando para o futuro, permanecemos altamente confiantes de que
alcançaremos um crescimento sustentável e rentável.
Confirmamos as nossas perspetivas para o ano fiscal de
2025”, refere Ralf P. Thomas, CFO da Siemens AG
Enoturismo: Vindimas da Casa Relvas
No coração do Alentejo, a Herdade de São Miguel volta a
abrir portas a todos os interessados pelo universo do vinho, pela natureza e
pelas tradições do Alentejo, através da participação na edição de 2025 do seu
Programa de Vindimas, que decorrerá entre os dias 25 de agosto e 20 de
setembro.
A experiência tem uma duração aproximada de cinco horas e
propõe uma imersão completa no ciclo da vinha e do vinho. O programa começa com
uma caminhada guiada pelas vinhas, onde os participantes aprendem a identificar
castas e analisar os bagos, aprofundando o conhecimento sobre o terroir da
região. Segue-se a vindima manual e, logo depois a tradicional pisa a pé. Para
fechar com chave de ouro, há uma prova comentada de mostos, vinhos e azeites.
Como complemento opcional, os participantes podem desfrutar de um almoço típico
alentejano, harmonizado com os vinhos da Casa Relvas.
O valor de participação é de 65€ por pessoa sem almoço e 95€
com almoço incluído, com direito a um “kit vindimas” composto por t-shirt e
chapéu. A atividade requer reserva com 48h de antecedência e está disponível
para grupos entre 2 e 20 pessoas
De acordo com informação disponibilizada pelo site Idealista,
apesar do aumento de 3,5% no preço das rendas em Portugal no segundo trimestre
de 2025, os anúncios de casas para arrendar no idealista receberam, em média,
17 contactos durante o mesmo período antes de serem retirados. No entanto, comparativamente
ao segundo trimestre de 2024, o número de contactos por anúncio diminuiu 45%,
quando recebiam, em média, 32 contactos.
Segundo Ruben Marques, porta-voz do idealista, “apesar de
uma ligeira diminuição no número de contactos desde o início do ano, a procura
por anúncios de arrendamento continua elevada. Esse abrandamento não reflete,
necessariamente, uma quebra no interesse das famílias, mas sim um acréscimo na
disponibilidade de imóveis para arrendar. Ainda assim, os valores praticados
mantêm-se altos e permanecem inacessíveis para grande parte da população
portuguesa."
A cidade portuguesa onde os anúncios receberam mais
contactos no segundo trimestre do ano foi Portalegre, com uma média de 53
contactos, seguida por Faro (33), Évora (32), Ponta Delgada (30), Santarém
(27), Leiria (27), Setúbal (27), Funchal (25), Guarda (25), Castelo Branco
(24), Vila Real (21), Beja (20) e Bragança (20).
Com uma média de menos de 20 contactos por anúncio
encontram-se as cidades de Viseu (18), Aveiro (15), Braga (14), Lisboa (14) e
Viana do Castelo (13). As cidades que menos contactos receberam, em média,
foram o Porto (8) e Coimbra (7).
Menos contactos por anúncio em 18 capitais de
distrito/região autónoma
A média de contactos por anúncio no segundo trimestre de
2025 diminuiu em 18 capitais de distrito face ao mesmo período do ano anterior.
As maiores descidas registaram-se em Coimbra (-73%), Porto (-62%), Viseu
(-56%), Bragança (-51%) e Lisboa (-49%).
Seguem-se Vila Real (-43%), Setúbal (-42%), Aveiro (-41%),
Braga (-41%), Santarém (-40%), Viana do Castelo (-33%), Leiria (-31%), Ponta
Delgada (-21%), Castelo Branco (-19%), Évora (-19%), Beja (-16%), Portalegre
(-8%) e Faro (-4%).
Por outro lado, Guarda registou um aumento de 40% no número
de contactos por anúncio, sendo a capital de distrito com a maior subida.
Segue-se o Funchal onde os contactos aumentaram 7% no mesmo período.
Restaurante Erva: O palco do jazz em Lisboa
Este agosto, o restaurante lisboeta Erva enche-se de música
e sabor com atuações de jazz ao vivo todas as sextas e sábados, num convite
todos a viver noites inesquecíveis ao som do melhor jazz.
Todas as sextas-feiras, das 20h00 às 22h30, um duo de jazz
assume o palco, proporcionando interpretações intimistas e envolventes. Aos
sábados, no mesmo horário, a energia cresce com a atuação de um trio de jazz, oferecendo
ritmos e harmonias que prometem encantar.
“Queremos que o Erva seja mais do que um restaurante -
queremos que seja um espaço de encontro, inspiração e celebração. Este ciclo de
concertos é a nossa forma de juntar música e gastronomia, para que cada visita
seja uma experiência completa.”, afirma João Moreira, chef do Erva.
A Bluedragon, marca do grupo Boost Portugal, volta a pôr o
Porto no mapa do melhor que se faz no turismo europeu. Duas das suas tours a pé,
a Food & Wine Tasting Porto Walking Tour e a Best of Walking Tour Porto, acabam
de ser distinguidos com os prestigiados Tripadvisor Traveller’s Choice Awards
2025.
A Food & Wine Tasting Porto Walking Tour foi
classificada em 11.º lugar Europeu na categoria “Alimentação e Bebidas”, no ano
em que foi reformulada, esta tour a pé passou a contar com 4 horas de
experiência gastronómica com uma refeição incluída (almoço ou jantar). Já a Best
of Walking Tour Porto garantiu o 8.º lugar como uma das Principais Experiências
a nível nacional, arrecadando a distinção pelo segundo ano consecutivo.
“Estes prémios são um reconhecimento daquilo que defendemos:
guias com paixão, experiências autênticas e um Porto de verdade, vivido de
perto. E o facto de sermos reconhecidos pelos nossos clientes, dá-nos, ainda
mais, força e determinação para proporcionarmos experiências únicas e
envolventes ao mostrarmos o melhor que Portugal tem para oferecer a quem nos
visita.”, afirma Leonel Soares, Managing Partner da Boost Portugal.
Os Traveller’s Choice Awards são atribuídos anualmente pelo
Tripadvisor com base em milhões de avaliações reais de viajantes de todo o
mundo, recolhidas ao longo de 12 meses. Ser distinguido com um Traveller’s
Choice Award significa estar entre os preferidos dos viajantes, destacando-se
pela excelência, consistência e compromisso com uma hospitalidade de topo.
A Boost Portugal e as suas marcas, como a Bluedragon e
tantas outras, continuam a apostar numa abordagem sustentável, divertida e
local do turismo urbano. “Este reconhecimento reforça o nosso compromisso com a
qualidade, a autenticidade e a energia contagiante que já são marca registada
da Boost Portugal. É bom saber que, enquanto mostramos o Porto ao mundo, o
mundo também nos vê!”, reforça Leonel Soares.
Estudantes do Técnico
estreiam FST14 na Fórmula Student Portugal |
Está
a decorrer até 1 de agosto, no Autódromo de Castelo Branco, a terceira edição
da Fórmula Student Portugal. O evento reúne mais de 650 estudantes de 32
equipas universitárias internacionais e foi o palco escolhido pela equipa
Fórmula Student Lisboa, do Instituto Superior Técnico, para a estreia do
FST14, o novo protótipo 100% elétrico e autónomo, mais leve e avançado da
equipa portuguesa. Trata-se de um projeto que conta com o apoio principal da
VINCI Energies em Portugal e das suas marcas Actemium, Axians, Omexom e
Sotécnica. |
A
equipa regressa assim à prova onde, no ano passado, conquistou o 1.º lugar
nas categorias de EV (veículos elétricos) e DV (veículos autónomos), além de
ter batido os recordes nas provas de SkidPad e Acceleration – um desempenho
que reforça a sua ambição de continuar a liderar no panorama internacional da
engenharia universitária. |
Com
expetativas elevadas para esta nova temporada, a equipa apresenta o carro
mais leve de sempre do projeto, com cerca de 200 kg, e que integra inovações,
como um chassis monocoque redesenhado para máxima rigidez e segurança; um
novo pacote aerodinâmico, com avanços em downforce e eficiência; um sistema
de amortecimento pensado para agilidade em pista; e um pipeline de condução
autónoma, ainda mais refinado. |
O
FST14 atinge uma velocidade máxima de 117 km/h com quatro motores elétricos
AC com diferencial eletrónico. Tem ainda a bateria composta por células de
LiCoO2 (lítio-cobalto) e capacidade total de 6,33 kWh, protegida por uma
caixa feita em materiais compósitos. |
Com
este modelo, a equipa pretende novamente posicionar-se entre os melhores do
mundo nas provas nacionais e internacionais da Fórmula Student. |
A
formação deste ano da FST Lisboa é constituída por 61 estudantes, na sua
maioria a frequentar os cursos de engenharias Aeroespacial, Mecânica,
Eletrotécnica e Informática no Técnico, aos quais se juntam alunos dos cursos
de outras áreas como Economia e Gestão Industrial. A equipa foi criada em
2001 por um núcleo de estudantes, com o objetivo de aplicar os conhecimentos
teóricos que estavam a aprender nas aulas. Desde cedo, traçaram como objetivo
projetar, construir e testar um novo carro do tipo Fórmula, para participar
nacional e internacionalmente nas competições Fórmula Student, representando
Portugal perante outras universidades e empresas. |
|
· Fórmula Student Spain (Circuito da
Catalunha) – 4 a 10 de agosto |
· Fórmula Student Germany (Hockenheimring)
– 18 a 24 de agosto |
A
Fórmula
Student é atualmente a maior competição universitária de
engenharia a nível mundial e é frequentemente considerada a mais inovadora do
desporto motorizado, logo após a Fórmula 1. Todos os anos, equipas
universitárias de todo o mundo são desafiadas a projetar, construir e
competir com protótipos do tipo fórmula nas principais provas internacionais. |
The
Lince Braga
O emblemático
edifício do antigo Hotel da Falperra — outrora um convento do século XVIII —
renasce como uma unidade de 4 estrelas sob a chancela The Lince Hotels.
O projeto de
interiores foi idealizado e desenvolvido pelo estúdio Vilaça Interiores que concebeu
ao espaço uma identidade contemporânea e acolhedora, em harmonia com o legado
histórico e patrimonial do edifício. O novo The Lince Braga preserva elementos
arquitetónicos icónicos, como os arcos em pedra e as estruturas originais do
convento, integrando o jardim de inverno pré-existente, cuidadosamente
incorporado no conceito de design. A intervenção valorizou áreas emblemáticas,
realçando a beleza original do edifício.
Grande parte do mobiliário foi desenhado e concebido à medida, sendo que a decoração combina sofisticação contemporânea, materiais nobres e uma paleta de tonalidades suaves, complementada por peças de design. Uma das zonas emblemáticas é o Wine Bar, aberto ao público, com uma vista privilegiada sobre a zona da Falperra.
O The Lince Braga promete proporcionar uma experiência completa e exclusiva, com uma ampla área wellness que inclui serviços de massagens, banho turco e piscinas interior e exterior. A receção, pensada como um espaço de acolhimento elegante e envolvente, integra uma lareira central e um piano, reforçando a atmosfera acolhedora desde o primeiro momento. O hotel conta ainda com duas salas de eventos com capacidade para mais de 100 pessoas, ideal para conferências e eventos empresariais ou sociais.
Com esta
abertura, a The Lince Hotels reforça o seu portefólio em Portugal, passando a
contar com cinco unidades localizadas nos Açores, Évora, Vila do Conde e,
agora, no Minho. Este projeto consolida a presença da marca no Norte do país e
destaca Braga como um destino de excelência na hotelaria nacional.
Relação entre espaços verdes e qualidade de vida nas cidades
O ambiente urbano atual está cada vez mais densificado devido
ao crescimento da construção e, simultaneamente, mais exposto a fenómenos climáticos
extremos. Esta situação tornou o acesso a espaços verdes uma necessidade, uma
vez que diversos estudos associam a sua presença a melhorias significativas na saúde
física e mental da população.
Neste sentido, a falta de espaços verdes nas cidades está
associada a problemas como o stress, a ansiedade e a obesidade. Por isso, como
assinala o relatório “Influencia do ambiente urbano na saúde das pessoas”,
realizado pelo Instituto BIOMA da Universidade de Navarra, em colaboração com a
Sanitas – empresa ibérica de serviços de saúde que pertence à seguradora Bupa
Portugal –, através da Cátedra Sanitas Saúde e Ambiente, aumentar em 30% a
presença de árvores nas zonas urbanas poderia evitar mais de 2.600 mortes por
ano na Europa.
“A conceção das cidades influencia diretamente a saúde da
sociedade. Ter árvores, parques e zonas verde melhora a qualidade do ar, reduz
o impacto do calor e promove o bem-estar geral das pessoas. Perante esta
realidade, é essencial integrar estes espaços nos ambientes urbanos, a fim de
avançar para um modelo de cidade mais saudável e sustentável”, explicam os
especialistas do Instituto Bioma.
Nesta perspetiva, os investigadores destacam os principais
impactos positivos dos espaços verdes na saúde:
• Contribuem para a recuperação física e o repouso: as zonas
verdes proporcionam um ambiente favorável à recuperação, oferecendo um espaço
onde o corpo e a mente podem relaxar. A combinação de ar fresco, os sons
próprios da natureza e a ausência de estímulos urbanos reduz a fadiga muscular
e mental, promovendo um descanso de maior qualidade e uma recuperação mais
eficiente.
• Estimulam a saúde cardiovascular: o acesso a espaços
naturais favorece a adoção de hábitos saudáveis que beneficiam diretamente o
sistema cardiovascular. A atividade física em ambiente exterior melhora a
circulação sanguínea, reduzindo assim a presença de fatores de risco como a
hipertensão arterial, os níveis elevados de colesterol ou os riscos associados
à diabetes tipo 2.
• Reforçam o sistema imunitário e respiratório: a exposição
contínua à biodiversidade presente nos parques e jardins urbanos aumenta a
capacidade de defesa do organismo contra diversas patologias. A melhoria da
qualidade do ar associada a estes espaços contribui para atenuar a exposição a
poluentes que podem enfraquecer as defesas naturais e para reduzir a
morbilidade e a mortalidade associadas a doenças respiratórias.
Melhoram a qualidade do sono: a interação regular com
ambientes verdes facilita a redução do stress e promove a atividade física –
dois fatores fundamentais para um sono reparador. A combinação destes elementos
ajuda a regular os ciclos de descanso, traduzindo-se numa melhor qualidade do
sono e, consequentemente, num maior bem-estar geral.
• Reduzem a temperatura urbana: verificou-se que a presença
de zonas verdes e de árvores nas ruas das cidades tem um efeito significativo
na mitigação das ilhas de calor” urbanas. De acordo com a documentação
analisada para o estudo, nos parques a temperatura pode ser baixar até 3,5ºC,
enquanto nas ruas arborizadas pode descer até 3,1ºC.
Comércio de rua lidera valorização, mas o retalho continua a
crescer em todos os formatos
O setor do retalho em Portugal está a atravessar uma nova
fase de dinamismo e atratividade, como revela o estudo “Realizing Potential in
Retail”, da CBRE. Após atingir um pico histórico de investimento em 2018 (1.435
milhões de euros), o mercado sofreu uma retração significativa nos anos da
pandemia. Contudo, a tendência inverteu-se nos últimos dois anos: o volume de
investimento passou de 302 milhões de euros em 2022 para 577 milhões de euros
em 2023 e, em 2024, ultrapassou novamente a fasquia dos mil milhões de euros
(1.113 milhões de euros) – um sinal claro da recuperação da confiança dos
investidores. Só no primeiro trimestre de 2025, o setor já atraiu 398 milhões
de euros, o que antecipa mais um ano de forte desempenho.
Este crescimento é impulsionado por vários fatores
estruturais, como o aumento das rendas no comércio de rua, o fluxo turístico
crescente nas duas principais cidades portuguesas – Lisboa e Porto – e a
reconfiguração dos formatos tradicionais. Embora os centros comerciais
continuem a representar uma fatia importante do investimento, o estudo da CBRE
evidencia o crescente protagonismo dos retail parks, que beneficiam da procura
por conveniência e acessibilidade. Apesar do dinamismo, o mercado enfrenta agora
uma limitação crítica: a escassez de espaços prime, sobretudo em localizações
urbanas mais procuradas, que representa um desafio à expansão e à renovação da
oferta comercial.
COMÉRCIO DE RUA: FORTE VALORIZAÇÃO DOS EIXOS PRIME
Nos últimos 10 anos, os principais eixos de comércio de rua
em Lisboa e no Porto registaram aumentos expressivos nas rendas prime. O estudo
mostra que, em Lisboa, aumentaram 25% na Avenida da Liberdade e 60% no Chiado,
enquanto, no Porto, a Rua de Santa Catarina evidenciou uma valorização de 183%,
refletindo o forte dinamismo da cidade e o impacto do turismo no comércio de
rua.
O estudo indica ainda que a atividade no comércio de rua se
tem mantido muito intensa nos últimos anos, com uma média de 175 novas
aberturas por ano entre 2021 e 2023, estabelecendo o seu recorde no ano de
2024, com 211 aberturas. Considerando os dados monitorizados pela CBRE, só no
primeiro trimestre de 2025 já se contabilizaram 33 novas lojas, o que demonstra
uma continuidade no interesse dos operadores por este formato. O setor de Food
& Beverage continua a liderar, tendo representado, no primeiro trimestre de
2025, 73% das aberturas no Porto e 45% em Lisboa - reflexo da crescente procura
por experiências de consumo diferenciadoras em zonas de elevada circulação
pedonal e turística. “Estes números refletem não apenas a crescente procura por
parte de marcas internacionais de elevada visibilidade, mas também o impacto
muito positivo que o turismo representa, especialmente no Chiado e na Rua de
Santa Catarina. A performance das rendas nestes eixos emblemáticos demonstra a
força do retalho em Portugal, que continua a atrair operadores de referência,
mesmo num contexto de grande seletividade e pressão sobre a oferta.”, explica
Carlos Récio, Head of Retail da CBRE Portugal.
A estrutura fragmentada do comércio de rua, com escassez de
espaços e elevada seletividade por parte dos operadores, continua a ser um
fator limitador. A dinâmica de abertura de lojas, assim, está fortemente
condicionada pelas exigências de produto adequado e não por uma aceleração da
procura. A CBRE sublinha que os operadores estabelecem uma forte concorrência
por localizações premium, sendo que a decisão de entrada no mercado está,
muitas vezes, dependente da disponibilidade de espaços nas localizações certas
– o que obriga a um planeamento cuidadoso e uma abordagem altamente estratégica
por parte das marcas.
CENTROS COMERCIAIS E RETAIL PARKS: RESILIÊNCIA E ADAPTAÇÃO
Paralelamente à dinâmica do comércio de rua e à expansão dos
novos conceitos de proximidade, os centros comerciais e os retail parks
mantêm-se como pilares estruturais do mercado português, apresentando
desempenhos distintos, mas complementares. De acordo com o estudo da CBRE, a
adição de stock dos retail parks atingiu um total de 625.230m² em 2024,
enquanto os centros comerciais registaram 2.907.437m². Os retail parks têm uma
maior expressão na região Norte (38%), seguindo-se outras regiões (35%) e a Área
Metropolitana de Lisboa (27%). Já os centros comerciais concentram-se
principalmente na Área Metropolitana de Lisboa (37%), noutras regiões (33%) e
na região Norte (30%).
Este padrão geográfico reflete duas realidades distintas:
por um lado, a crescente preferência por retail parks em zonas de expansão
urbana, impulsionada pela flexibilidade de desenvolvimento e pela ancoragem em
operadores de conveniência; por outro lado, a consolidação dos centros
comerciais em zonas de maior densidade populacional e capacidade de consumo,
onde o desafio passa, cada vez mais, por adaptar os espaços às novas exigências
dos consumidores e dos operadores.
A procura por ambos os formatos têm vindo a aumentar,
sobretudo no caso dos retail parks, que oferecem maior facilidade de acesso,
custos de operação mais competitivos e elevado potencial de rentabilidade por
m². Ainda assim, a concretização de novos negócios depende da existência de
espaços que cumpram critérios operacionais exigentes, como acessibilidade,
visibilidade e equilíbrio entre tráfego e custos associados.
“A forma como está distribuída a área bruta locável (GLA)
nos centros comerciais – com cinco categorias principais (Moda, Lazer, Retalho
Especializado, Supermercados e Restauração ) a representarem já 78% do total –
está a tornar-se uma variável crítica para garantir a rentabilidade dos ativos.
A pressão para maximizar a receita anual por m² está a levar os proprietários a
repensar a alocação do espaço, sobretudo em segmentos com maior potencial de
valorização. Um bom exemplo disso é a área de Food & Beverage, onde começam
a surgir transformações visíveis: desde a diversificação de oferta até à
qualificação dos espaços de consumo, com zonas de seating mais apelativas e
ampliação das áreas destinadas à operação.
Tudo isto responde à procura por experiências mais completas
e diferenciadoras, com impacto direto na atratividade e na performance dos
centros comerciais”, acrescenta Carlos Récio.
TURISMO: FATOR CATALISADOR DO COMÉRCIO DE RUA
Outro fator crítico na performance do setor tem sido o
turismo, cuja retoma após a pandemia superou as expectativas. De acordo com o
estudo, a pressão turística nas duas principais cidades portuguesas é elevada:
Lisboa regista atualmente mais de três turistas por cada residente, e o Porto
apresenta uma evolução semelhante, colocando ambas as cidades como destinos de
grande afluência. Este indicador – que compara o número de visitantes com o da
população residente – tem um impacto direto no desempenho do comércio de rua,
especialmente em zonas históricas e com grande densidade pedonal, como o
Chiado, a Baixa Lisboeta ou o centro do Porto.
No entanto, o estudo sublinha que estas zonas não devem ser
encaradas exclusivamente como áreas turísticas. A dinâmica urbana está a mudar,
e os consumidores locais procuram cada vez mais pragmatismo e conveniência no
quotidiano, privilegiando outras zonas da cidade. “Zonas como Santos, em
Lisboa, ou a Rua da Picaria, no Porto, começam a destacar-se pela sua oferta
comercial adaptada aos residentes – menos turística, mais funcional e próxima.
Em sentido oposto, verifica-se um movimento em locais como o Mercado da Ribeira
ou o Mercado do Bolhão, onde, apesar de uma componente de tráfego local,
predomina a presença de turistas internacionais”, salienta Carlos Récio.
Este contexto, favorece modelos de negócio mais flexíveis,
que combinam conveniência, experiência e omnicanalidade, respondendo às
necessidades de dois perfis de consumidor distintos, mas complementares: o
turista ocasional, que procura descoberta e marca, e o residente urbano, que
valoriza eficiência, acessibilidade e continuidade do serviço.
PERSPETIVAS PARA 2025: OTIMISMO CAUTELOSO
Apesar dos indicadores positivos, a CBRE adota uma visão
prudente quanto ao desempenho de 2025. A forte procura pode não se traduzir
automaticamente num recorde de novas aberturas, uma vez que a oferta disponível
nos eixos mais procurados continua limitada. Ainda assim, a tendência é clara:
Portugal continua a afirmar-se como um mercado atrativo para o retalho, com as
cidades do Porto e de Lisboa a liderarem a transformação do setor, suportadas
por um forte impacto do fenómeno turístico, valorização imobiliária e procura
consolidada por experiências comerciais diferenciadoras.
“O retalho em Portugal está a atravessar um momento de
reinvenção e de crescimento sustentado, alimentado por tendências estruturais
como a evolução dos hábitos de consumo, a atratividade do turismo e a
capacidade de adaptação dos diferentes formatos. Seja no comércio de rua, nos
centros comerciais ou nos retail parks, o setor está a responder com soluções
cada vez mais ajustadas às necessidades dos operadores e dos consumidores. Este
é, sem dúvida, um dos segmentos mais resilientes e estratégicos do imobiliário
nacional, com potencial para continuar a atrair investimento e inovação nos
próximos anos”, conclui Carlos Récio.
Península ibérica: investimento institucional no setor
agrícola ultrapassou os 4.100 milhões de euros, nos últimos três anos
Apesar do contexto geopolítico incerto e do impacto das
taxas aduaneiras no comércio global, as perspetivas para o setor agroalimentar
na Península Ibérica são positivas. Há interesse por parte dos investidores e o
bom arranque de 2025 aponta para uma retoma do mercado este ano, com o
previsível fecho de transações que foram adiadas ou suspensas em 2024.
O relatório “Agribusiness Iberian Report” da CBRE revela um
volume de investimento institucional, até maio de 2025, superior a 400 milhões
de euros — metade de todo o montante transacionado em 2024, no mercado ibérico.
Uma das grandes operações que marcou o arranque de 2025 foi
a venda dos ativos do Grupo Agrihold, participado pelas famílias Martinavarro e
Ballester, fundadoras da Citri&CO, numa transação de 700 hectares no
Alentejo (Herdade da Zambujeira), assessorada pela CBRE.
Apesar do abrandamento do investimento em 2023, causado pelo
desalinhamento nos preços e pelas complexidades regulatórias, o volume total de
investimento institucional na Península Ibérica, entre 2022 e 2024, ultrapassou
os 4.100 milhões de euros. Estes números evidenciam o forte atrativo do setor,
que se distingue por ser menos volátil do que outros ativos. “Nos últimos anos,
o investimento institucional tem sido impulsionado pela perspetiva de
rentabilidades sólidas a longo prazo e pela oportunidade de construir
portfólios diversificados. A previsão de concretização das operações adiadas no
ano passado, aliada ao ajustamento das expectativas de preço entre compradores
e vendedores, e a um setor cada vez mais especializado e profissionalizado,
continuará a dinamizar o mercado, que conta cada vez com mais intervenientes
envolvidos”, explica Manuel Albuquerque, responsável pelo departamento de
Agribusiness na CBRE no Sul da Europa (Espanha, Portugal e Itália).
A CBRE analisou o perfil dos investidores no setor do
agronegócio ibérico entre 2022 e 2024, mapeando mais de 500 intervenientes e o
volume transacionado nesse período.
O capital institucional já representa cerca de metade do
investimento realizado na região, englobando três perfis principais: os fundos
especializados em Agribusiness — criados especificamente para investir neste
tipo de ativo e com equipas dedicadas —, que representam 25% do capital; os
fundos generalistas, como private equity ou imobiliários com exposição a vários
setores, que somam 14%; e os family offices, responsáveis por gerir o
património de famílias ou de investidores de elevado património líquido, com
uma maior preferência por tickets pequenos e médios, que representam 10%.
Por sua vez, os produtores industriais, que representam 51%
do capital investido no setor ibérico nos últimos anos, não atuam numa lógica
de investimento financeiro, mas sim numa perspetiva operacional. São, na sua
maioria, empresas com raízes industriais — muitas vezes privadas ou de cariz
familiar — que expandem a sua atividade no agronegócio como parte do seu
crescimento estratégico, e não enquanto gestores de capital.
Neste contexto, é frequente procurarem novas localizações
para complementar a produção existente, como no caso da fruta fresca, alargando
as janelas de colheita e reforçando a sua competitividade ao longo de todo o
ano. Este dinamismo do setor reflete-se também na diversidade das operações
realizadas: mais de 40% das transações entre 2022 e 2024 foram inferiores a 10
milhões de euros, cerca de 40% situaram-se na faixa entre 10 e 50 milhões de
euros, enquanto os investimentos superiores a 50 milhões representaram
aproximadamente 20% do total.
As transações acima de 100 milhões de euros constituíram uma
parcela menor, evidenciando um mercado segmentado e com oportunidades para
vários perfis de investidores. “A Península Ibérica alcançou em 2024 o primeiro
lugar na Europa em valor de produção agrícola, o que reforça o seu
posicionamento como o mercado de investimento mais institucionalizado e
atrativo a nível geoestratégico. A crescente profissionalização do setor está a
abrir caminho a uma maior diversidade de investidores — desde produtores industriais
com operação própria, a investidores imobiliários que compram para arrendar,
até fundos financeiros como private equity ou fundos de pensões internacionais,
com tickets que podem ultrapassar os 100 milhões de euros. Estes investidores
procuram não só rentabilidade, mas também impacto positivo no capital natural”,
contextualiza Manuel Albuquerque.
Ao mesmo tempo, os desafios de sucessão geracional, a
necessidade de eficiência e as consequências da mudança climática estão a
transformar o setor, com a rotação de ativos, alteração de culturas e aumento
da dimensão das explorações. Neste contexto, “os produtores locais tornam-se
estratégicos para abastecer a Europa e explorar novos mercados emergentes.
Ainda assim, não podemos ignorar fatores de risco como a burocracia nos
processos agrícolas ou as limitações comerciais e logísticas impostas por medidas
aduaneiras, num setor profundamente globalizado”, acrescenta o responsável. Na
Península Ibérica, cerca de 20% das terras aráveis são de regadio, um valor
significativamente superior à média europeia (5%). A presença de água é um dos
critérios-chave para o investimento no agronegócio, mas outros aspetos, como o
clima, a qualidade do solo e a dimensão das propriedades em Portugal e Espanha,
fazem desta região uma oportunidade real e atrativa para o investimento neste
segmento.
As culturas com maior área plantada são cereais em grão
(cerca de 5,9 milhões de hectares) e olival (3 milhões de hectares). Entre 2013
e 2023, a área de frutos secos cresceu quase 300 mil hectares. Em 2024,
aumentou a área dedicada a azeitonas e frutos secos (pistáchios em Espanha e
amêndoas em Portugal), enquanto a área de vinha diminuiu. Em Espanha, a área de
citrinos reduziu, ao passo que o abacate ganhou importância em Portugal. Quanto
ao preço de venda dos produtos agrícolas (pago ao agricultor), registaram-se
flutuações significativas: o azeite caiu 55% nos últimos 12 meses, enquanto as
amêndoas subiram 69%. Os preços das laranjas caíram 11%, enquanto o tomate
(+25%), os morangos (+19%) e os mirtilos (+18%) registaram aumentos.
30 Anos de Cafeína: Três Décadas no Coração do Porto
O restaurante Cafeína, situado na Foz do Douro, numa casa
senhorial do século XIX, celebra este ano o seu 30.º aniversário.
Aberto em 1995, o Cafeína e recomendado no Guia Michelin, foi
o projeto de Vasco Mourão, empresário que viria a transformar profundamente a
paisagem da restauração no Porto. Nessa altura, o Porto vivia uma realidade
diferente, ainda à procura da sua identidade contemporânea, e foi neste
contexto que surgiu um espaço com uma proposta radicalmente cosmopolita, mas
profundamente enraizada no território.
Ao longo destes 30 anos, o Cafeína tem acompanhado de perto
a transformação gastronómica da cidade, mantendo-se fiel a uma filosofia que
privilegia a autenticidade dos sabores, a atenção ao detalhe e o equilíbrio
entre tradição e inovação, enquanto que a decoração elegante e intimista, da
autoria de Paulo Lobo, criou um ambiente acolhedor e sofisticado.
“Assinalar os 30 anos do Cafeína é um momento de enorme
significado pessoal e profissional. Quando abrimos portas, nunca imaginámos o
impacto que este espaço viria a ter na vida da cidade e na história da
gastronomia portuguesa. O Cafeína nasceu do desejo de criar algo autêntico,
onde a cozinha, o serviço e o ambiente estivessem em harmonia. Passadas três
décadas, o que me enche de orgulho é saber que conseguimos manter essa essência
viva, sempre com os olhos postos no futuro, mas sem nunca esquecer de onde
viemos.”, realça Vasco Mourão, fundador e proprietário do Cafeína.
O ambiente continua a ser um local de encontros importantes,
tanto empresariais como pessoais, onde ideias e conversas têm moldado o futuro
do Porto. “Não estávamos apenas a servir comida”, recorda Vasco, destacando o
impacto do Cafeína como um local de convívio e debate.
Três décadas depois, a íntima sala de jantar de 70 lugares
continua a ser palco de uma cozinha tecnicamente sofisticada, mas pensada para
ser desfrutada com regularidade, mantendo o equilíbrio entre inovação e
tradição que sempre definiu o espírito do Cafeína. “A nossa cozinha é uma
celebração da simplicidade, onde procuramos criar uma conexão emocional com os
pratos, misturando a tradição portuguesa com influências internacionais e
técnicas contemporâneas, sempre com um toque de elegância e leveza.”, destaca
Camilo Jaña, o chef ao leme do Cafeína.
Para celebrar este
marco tão significativo, o Cafeína está a preparar um conjunto de iniciativas
comemorativas ao longo do ano, entre as quais se destacam jantares com
convidados especiais, que serão anunciados em breve. Estas ações visam prestar
tributo à história e percurso do restaurante, reforçando o seu legado no
panorama gastronómico português e projetando o futuro de um espaço que continua
a reinventar-se com criatividade e consistência.
Blédina celebra o Dia da Criança com a inauguração do
Espaço Bebé no Jardim Zoológico de Lisboa
Blédina, marca de
alimentos para bebés e crianças pequenas, a partir dos 4 meses, da Danone
Nutricia - inaugura o Espaço Bebé Blédina no Jardim Zoológico de Lisboa. Este espaço foi projetado
a pensar nas necessidades das famílias com bebés e crianças pequenas, estando alinhado
com o compromisso da marca em apoiar mães, pais e cuidadores em todas as etapas
do crescimento dos seus filhos.
Instalado numa zona
central do Zoo, junto ao parque das merendas, o Espaço Bebé dispõe de todas
as condições necessárias para garantir o conforto e a segurança dos bebés, bem
como comodidade e tranquilidade para os pais durante a visita ao Jardim
Zoológico. Neste espaço, os visitantes encontram uma zona de fraldário equipada
com lavatório, uma área de alimentação com micro-ondas e lava-loiça, além de um
ambiente confortável destinado à amamentação.
"Acreditamos
que criar experiências memoráveis em família contribui para o bem-estar das crianças
e dos seus cuidadores. Com este novo espaço, queremos apoiar quem visita o
Jardim Zoológico de Lisboa, proporcionando um ponto de conforto e apoio durante
o passeio. A Blédina está ao lado das famílias em todos os momentos – dentro e
fora de casa", sublinha Teresa Godinho, Brand Manager da Blédina.
Global Kitchem in Porto Arranca esta Semana
Tripas à moda do Porto, Francesinha e Arroz de Polvo. Os
três ex-líbris da gastronomia portuense servem-se à mesa da segunda edição do
projeto Global Kitchen in Porto, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto
para afirmar a cidade como destino gastronómico de referência a nível mundial.
Os chefes Marco Gomes, Rui Paula e Pedro Lemos serão os
anfitriões locais desta nova edição, que traz ao Porto grandes nomes da
gastronomia internacional, como o irreverente Diego Rossi, um dos novos nomes
da cozinha italiana, o espanhol Miguel Carretero, vencedor do prémio “Melhor
Croquete do Mundo” e, vinda do Brasil, Janaína Torres, eleita a melhor chefe
feminina do mundo em 2024, pela aclamada lista The World's 50 Best Restaurants.
Com o mote “Global Goes Local”, a iniciativa regressa com um formato renovado,
que inclui um roteiro dos chefes pela cidade, para dar a conhecer a origem dos
pratos e os protagonistas que lhe dão corpo e sabor aos dias de hoje. Haverá
ainda um showcooking aberto ao público na Escola de Hotelaria e Turismo do
Porto e uma masterclass, também de acesso gratuito, num lugar emblemático da
cidade, onde o prato serve de ingrediente à discussão de temas que marcam a
agenda gastronómica nacional e internacional.
Segundo Catarina Santos Cunha, Vereadora de Turismo e
Internacionalização da Câmara do Porto, “O Porto tem tudo para se afirmar como
um destino gastronómico de excelência a nível mundial. Para isso, é importante
sentar o mundo à nossa mesa, contar a nossa história na primeira pessoa por
quem a preserva e transforma todos os dias. Estes pratos representam muito mais
do que a tradição gastronómica: são símbolo da nossa identidade, uma expressão
de engenho, resiliência e autenticidade. São o Porto servido à mesa. Não é por
acaso que começamos com o prato que deu origem à alcunha de ‘Tripeiros’, pela
qual são orgulhosamente conhecidos os habitantes da cidade do Porto”.
A iniciativa estende-se ao longo de três fins-de-semana,
tendo o arranque marcado nos dias 16 e 17 de maio, pelas mãos do Chefe Marco
Gomes, à frente do restaurante Oficina e impulsionador do projeto Comida de Subsistência,
e do chefe convidado, Diego Rossi, que viaja desde Milão para partilhar a sua
visão sobre criatividade e inovação no combate ao desperdício alimentar. Ao
leme do restaurante Trippa desde 2015, o irreverente chefe resgata a “cucina
povera” (cozinha humilde) e celebra as entranhas e a tradição da cozinha esquecida
de Itália. Juntos vão percorrer um roteiro pelos restaurantes onde as Tripas
continuam a ser servidas como manda a tradição e que servirá de inspiração ao
showcooking que juntos irão protagonizar na Escola de Hotelaria e Turismo do
Porto, sexta-feira, dia 16, pelas 10h30, onde o chefe Diego Rossi irá reinterpretar
a receita portuense com produtos italianos.
No sábado, pelas 11h00, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira,
em Serralves, será palco de uma masterclass, onde o jovem chefe italiano irá
partilhar a sua visão sobre como a gastronomia se pode renovar a partir das suas
raízes de tradição e cultura. Ambos os momentos serão abertos ao público e de
acesso gratuito, mediante inscrição prévia no portal do Visit Porto.
Os dois eventos seguintes acontecerão ao longo do mês de
junho. A 6 e 7 de junho, a Francesinha será a protagonista do encontro entre o
Chefe Rui Paula (DOP/Casa de Chá da Boa Nova) e o espanhol Miguel Carretero,
chefe Estrela Michelin 2024, responsável pelo restaurante Santerra, em Madrid,
premiado como “Campeão dos Campeões do Croquete”, no Madrid Fusion em 2022,
depois de já ter vencido o galardão de “Melhor Croquete do Mundo” em 2018, no
mesmo evento. Nas vésperas do São João do Porto, a 21 e 22 de junho, o Arroz de
Polvo servirá de pretexto à dupla Chefe Pedro Lemos, do restaurante homónimo, e
Janaína Torres, proprietária d’ A Casa do Porco, em São Paulo, eleita melhor
chefe feminina do mundo em 2024, nos The World's 50 Best Restaurants, por não
só liderar o seu restaurante e outros negócios, como ser uma voz ativa em
questões como “a educação alimentar, a acessibilidade gastronómica e a inclusão
social”. “Depois do sucesso da primeira edição, em que juntámos no Mercado do
Bolhão chefes dos cinco continentes - Vietname, Espanha, Peru, Gana e Austrália
– em interação com Chefes locais, comerciantes do mercado e com o público geral
- queríamos que esta edição tivesse um pendor mais imersivo, tanto na abordagem
aos temas, como na relação com a cidade. O objetivo é pensar a gastronomia como
o reflexo de uma identidade, que desafia o tempo e continua a apurar-se
continuamente. Para isso, consideramos essencial potenciar e incentivar a
relação com as novas gerações de profissionais, através desta parceria com a Escola
de Hotelaria e Turismo do Porto.”
Eleita “Destino Gastronómico do Ano 2024”, pela Revista de
Vinhos, e “Melhor Destino Gastronómico Emergente da Europa”, nos World Culinary
Awards, este projeto reforça a aposta do Município na valorização da
gastronomia como vetor de promoção internacional do destino. Recorde-se que ,
em 2024, o Global Kitchen viajou até ao Festival de Tiradentes, no Brasil, com
o objetivo de internacionalizar a iniciativa e fomentar o intercâmbio com
outros destinos gastronómicos. A programação do Global Kitchen Goes Local pode
ser consultada em visitporto.travel/global-kitchen, onde também será
disponibilizado o formulário para inscrição gratuita nas atividades. Reservas
limitadas aos lugares disponíveis.
Restaurante Atlântico no Algarve com Nova carta
O restaurante Atlântico, no Vila Vita Parc, Algarve, acaba
de reabrir após um período de renovação que incluiu a elaboração de uma nova
carta e conceito gastronómico.
Sob o mote Atlântico Levante – Águas do Atlântico encontram
Sabores do Levante, o chef João Sousa apresenta agora propostas que colocam em evidência
a ligação entre o oceano e o mar, entre o ocidente e o oriente.
Esta renovação marca o início de um novo capítulo, onde a
tradição culinária do sul da Europa se entrelaça com os sabores exóticos do
Mediterrâneo Oriental, oferecendo uma cozinha “fun dining”repleta de histórias
para contar.
Ingredientes como o azeite, o za’atar, a tahina, os citrinos
e as ervas frescas são protagonistas numa carta de conceito “Good Mood Food”,
onde impera a comida pensada para partilhar e saborear em boa companhia.
“Quisemos criar um menu com um conceito mais fun, através do
qual celebramos o prazer de partilhar: pratos, histórias e momentos.
Conseguimos trazer para a mesa não só a essência do mar, mas também a vivência
e as estórias de diferentes cidades, ligando o Oceano Atlântico ao Mar
Mediterrâneo, o Ocidente ao Oriente. Mais do que um menu, criámos uma
narrativa, em que cada prato é uma história de terra, mar e tradição”, refere o
chef João Sousa.
Com vista deslumbrante sobre o Atlântico, o espaço renovado
combina materiais naturais como rattan e pedra com tons oceânicos. A carta pode ser explorada à la carte ou
através do menu de degustação e harmonizado com vinhos selecionados.
Vista Alegre Apresentou o Livro que Celebra 200 anos da Marca
O Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, foi ontem palco da
apresentação do livro “Vista Alegre – 200 anos”, com o qual a marca portuguesa
de porcelana, cristal e vidro encerrou, oficialmente, as comemorações dos seus
dois séculos de vida.
O livro dos 200 anos da Vista Alegre apresenta duas versões: uma edição especial e limitada a 200 exemplares com capa em porcelana biscuit pintada à mão pelos mestres pintores da fábrica em Ílhavo e uma edição em capa dura em papel, concebida como um objeto de design e inspiração, à imagem de um clássico “coffee table book”.
Esta obra é um testemunho que percorre o universo Vista Alegre através de uma narrativa feita de imagens, arte, produto, design e histórias. Uma homenagem à marca, às suas pessoas, à Fábrica, ao Bairro e ao território que a viu nascer.
Num dos seus capítulos centrais, dedicado à História,
a obra incorpora uma investigação aprofundada realizada ao longo de três anos
por dois investigadores da Universidade de Aveiro – Nuno Rosmaninho e Manuel
Ferreira Rodrigues. Este estudo traça o percurso da porcelana e da Vista Alegre
no contexto nacional e internacional, aprofundando o seu papel como referência
cultural e industrial de Portugal. Curiosidades, lendas, fotografias,
ilustrações e pequenos textos marcam o ritmo de um objeto que convida à
descoberta a cada página.
IPQ apresenta NormIA Assistente virtual para apoio às
empresas
O Instituto Português da Qualidade (IPQ) vai apresentar
publicamente NormIA, o seu novo assistente virtual baseado em inteligência
artificial, no próximo dia 16 de maio, na Loja do Cidadão, Espaço Empresa, de
Santarém.
O evento realiza-se num dos 45 pontos da Rede
Descentralizada de Consulta de Normas (RDCN) do IPQ, reforçando a missão de
aproximar a normalização dos seus utilizadores. A sessão contará com a presença
de representantes do IPQ, do Município de Santarém e de entidades parceiras
ligadas à normalização, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento
empresarial.
Durante o evento, será feita uma demonstração do
funcionamento e das potencialidades desta ferramenta no apoio às empresas e
outros profissionais. Uma nova ferramenta para a competitividade e
internacionalização NormIA é um chatbot inteligente que responde a dúvidas
sobre normas e normalização, disponível 24 horas por dia no site do IPQ.
Esta ferramenta visa apoiar especialmente as PME e outros
agentes económicos, promovendo uma utilização mais eficaz e estratégica das
normas como instrumento de competitividade, inovação e apoio à
internacionalização.
Ao interagir com NormIA, os utilizadores podem obter
respostas imediatas a questões relacionadas com normas aplicáveis aos seus
produtos, serviços ou atividades, contribuindo para uma atuação mais informada
e alinhada com as exigências legais e do mercado.
Fontes de informação fiáveis e atualizadas Para garantir a
fiabilidade da informação, NormIA recorre a fontes credíveis e atualizadas,
incluindo:
▪ o acervo normativo
nacional,
▪ o website do IPQ,
▪ o Jornal Oficial da União Europeia,
▪ o Diário da República.
Estas fontes permitem ao NormIA fornecer respostas
fundamentadas, alinhadas com o contexto legal e técnico nacional e europeu
Desenvolvido por especialistas, pensado para os utilizadores
Concebido para tornar o acesso à informação sobre normas rápido e intuitivo,
NormIA resulta de um esforço conjunto de uma equipa multidisciplinar, com
especialistas nas áreas da normalização e tecnologias de informação. O projeto
beneficiou do valioso contributo de diversos parceiros da normalização —
Organismos de Normalização Setorial, Comissões Técnicas, peritos e
especialistas em normalização — que, com o seu conhecimento e experiência,
contribuíram para que NormIA seja uma ferramenta útil, garantindo a relevância
e aplicabilidade da mesma para diferentes perfis de utilizadores. Compromisso
com a inovação e a proximidade.
Esta iniciativa enquadra-se na estratégia de transformação
digital da Administração Pública, contribuindo para tornar a normalização mais
acessível, prática e próxima do quotidiano dos utilizadores.
NormIA encontra-se disponível no website do IPQ em: ipq.pt/normia
Pestana Residences Reforça Aposta no Algarve
com Novo Projeto Residencial
A poucos minutos da vila piscatória, das
praias douradas do Algarve e dos campos de golfe que desenham a paisagem da
região, nasce o Pestana Ferragudo Village, o mais recente projeto da marca de
referência do Pestana Hotel Group
no segmento imobiliário e residencial.
Com 91 lotes para moradias unifamiliares
(entre 150 e 300 m²) e 226 apartamentos o futuro empreendimento oferece diversas
opções de habitação, desde apartamentos com jardim e piscina privativos, penthouses
com piscina na cobertura, a lotes exclusivos para a construção de moradias com
diversas áreas.
Os projetos de arquitetura, assinados por
Gonçalo Salazar de Sousa, Rui Pinto Gonçalves e Miguel Passos de Almeida —
equipa responsável também pelo Pestana Tróia Eco-Resort —, distinguem-se pela
integração na paisagem e pela aposta na eficiência ambiental.
Neste âmbito, destaca-se o futuro campo
de golfe, cuja manutenção será assegurada exclusivamente com água reutilizada
proveniente de uma ETAR, numa lógica de circularidade. Esta abordagem
sustentável reforça o compromisso do Pestana Hotel Group com a preservação
ambiental, tal como aconteceu em outros projetos, como por exemplo o Pestana Tróia
– o primeiro verdadeiro Eco-Resort em Portugal - e posiciona o novo
empreendimento como referência em boas práticas de gestão de recursos naturais
no setor residencial. O projeto está em fase de
construção, e tem conclusão prevista para 2027.
“O Pestana Ferragudo Village é mais do
que um investimento imobiliário — é uma extensão natural daquilo que o Pestana
Residences tem vindo a construir ao longo de décadas: lugares onde se vive bem,
em equilíbrio com o território, a arquitetura e a sustentabilidade”, destaca
José Roquette, administrador responsável pela área de desenvolvimento do grupo
e pelo investimento imobiliário.
FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓDIBOS – FÓLIO SOB O MOTE “INQUIETAÇÃO”
De 10 a 20 de outubro Óbidos é a capital da cultura em
Portugal, este ano, a edição do Festival com o programa mais vasto de sempre
contempla cerca de 600 iniciativas
A 9.ª edição do Fólio contempla, ao longo de 11 dias iniciativas
entre mesas de autor, conversas, lançamentos de livros, apresentações,
tertúlias, debates, sessões, masterclasses, exposições e seminários. O programa
de atividades contempla, igualmente, um Eco Mercado, um Planetário, um espaço
MyMachine e um espaço Sustentabilidade.
Na programação, referência para o lançamento de “História
Global da Literatura Portuguesa”, obra com direção de José Eduardo Franco,
Annabela Rita, Miguel Real e Isabel Ponce de Leão que analisa um arco temporal
de mais de 800 anos, desde a Idade Média até à atualidade.
Em termos de animação, a parceria com a Fundação Inatel para
a realização de concertos com jovens tem continuidade, tal como o tradicional
espaço Boémia e a participação de mais de 100 ilustradores em várias
atividades. O público pode, ainda, seguir viagem na Carrinha do Desassossego,
com 19 iniciativas em itinerância pelo concelho e beneficiar dos eventos que decorrerão,
pela primeira vez, no Convento de São Miguel, nas Gaeiras.
O Fólio Educa propõe 260 iniciativas (entre lançamentos de
livros, debates com autores e académicos, oficinas, teatro, cinema, exposições,
música) com 160 participantes de nacionalidade portuguesa, brasileira, e ainda
convidados de Espanha, Inglaterra e Itália e apresenta 14 mesas, com 39
intervenientes, entre 22 autores internacionais, 3 autores nacionais e 14
moderadores. Está garantida a presença de nomes premiados como Maaza Mengiste,
Andrey Yuryevich Kurkov ou Eleanor Catton, a mais jovem premiada de sempre do
Booker Prize em 2013. Max Porter, Irene Vallejo e Anna Kim (vencedora do Prémio
da União Europeia da Literatura) também estarão no Fólio, bem como Ricardo
Araújo Pereira, que vem apresentar novas obras.
No Fólio BD, estão agendadas sete iniciativas e cinco
ilustradores, com a novidade da realização de duas mesas redondas. Serão
apresentados alguns dos filmes da produtora portuguesa COLA Animation, bem como
os resultados dos filmes produzidos pela população escolar de Óbidos, ao abrigo
do programa da Câmara Municipal, o Óbidos Anima.
O Palco Inatel acolhe um total de sete concertos, com
destaque para o espetáculo “Entre Nós”, que apresenta talentos emergentes num
concerto único no dia 13 de outubro.
Quanto ao Fólio Boémia, reúne um total de 13 concertos e
duas itinerâncias com as Bandas Filarmónicas locais.
O Fólio Mais é, em 2024, mais uma vez um dos principais
atrativos do festival, com 120 mesas, conversas, lançamento, apresentações,
tertúlias, debates, sessões, masterclasses. Um dos grandes destaques é a
presença de Conceição Evaristo, uma ativista da cultura negra no Brasil que se
destacou nos domínios da poesia, da ficção e do ensaio. Elvis Guerra, Verenilde
Pereira, Carola Saavedra, Cebaldo Inawinapi, Ana Paula Tavares, Ellen Lima
Wassu, Nieves Neira Roca, Kaká Werá, Juan Carlos Galeano, Yara Monteiro, Gisela
Casimiro, João Barrento e Nieves Neira Roca são outros nomes em destaque.
Ao Fólio Ilustra acorre uma centena de ilustradores ao PIM!,
que se dividem em 24 iniciativas, com oficinas, mesas e lançamentos, concertos
e um Mercado do Objeto Inquieto/Feira de Autor, que decorrerá no primeiro fim
de semana do festival. Este ano regista-se um número recorde de exposições
(27).
As entidades parceiras do evento são a Embaixada do Brasil,
o FLIP - Festival Literário de Paraty (Brasil), a Secretaria Municipal de
Educação de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, o Instituto
Politécnico de Leiria e o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID).
As candidaturas já estão a decorrer e encerram a 15 de dezembro
e estão abertas a todos os cantores entre os 18 e os 32 anos de idade, de todas
as tipologias vocais.
Para além dos prémios monetários, ainda poderá ser possível vir
a assinar contratos com festivais e teatros de ópera bem como convites para
digressões e outras oportunidades a nível internacional.
Este concurso conta com a direção artística do barítono Sergei
Leiferkus, que será também o Presidente do Júri Internacional, composto por Pal
Moe (Glyndebourne), Ivan van Kalmthout (Executivo Sénior de Ópera), Anna Samuil
(Berliner Staatsoper), a soprano Juliane Banse, a mezzo-soprano Jennifer
Larmore, e Eliane de Kat (Coordenadora Artística da Ópera de Monte-Carlo).
A primeira edição percorreu os mais diversos espaços
culturais de Cascais e culminou com uma final no Teatro Nacional de São Carlos,
em Lisboa, onde o barítono coreano Hae Kang foi distinguido com o prestigiado Grand
Prix Égide.
O concurso recebeu mais de duzentas candidaturas de 39
países. Na participação portuguesa destaque para Sílvia Sequeira, 1º Prémio
“Teresa Berganza” para voz feminina e de Teresa Sales Rebordão e Constança
Melo, contratadas por diversas Óperas e festivais de música.
A 2ª edição do Cascais Ópera acontece de 23 de abril a 4 de maio
de 2025. A final, terá lugar este ano, no Grande Auditório da Fundação Calouste
Gulbenkian e os concorrentes finalistas terão a acompanhá-los a orquestra do
Teatro Nacional de São Carlos – Orquestra Sinfónica Portuguesa.
O Concurso é co-organizado entre a Associação CIVOC, a Câmara
Municipal de Cascais e a Fundação D. Luis I. Tem o apoio da Égide Associação
Portuguesa das Artes, Fundação “La Caixa”, Fundação Millennium bcp, Turismo de
Cascais, SRS Legal, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e tem como parceiro
institucional o Teatro Nacional de São Carlos.
Prémios:
1. Grand Prix Égide – 10.000,00€ – O vencedor oficial da
competição
Este prémio é atribuído pela Égide – Associação
Portuguesa das Artes
O vencedor deste prémio receberá ainda um contrato com
Teatro Nacional de São Carlos
2. Primeiro Prémio “Teresa Berganza”, para voz
feminina – 7.500,00€
Este prémio é atribuído pela Fundação “la Caixa” em
colaboração com o BPI
3. Primeiro Prémio “Maurício Bensaúde”, para voz
masculina – 7.500,00€
Este prémio é atribuído pela Fundação Millennium BCP
4. Segundo Prémio – 5.000,00€
5. Terceiro Prémio – 3.500,00€
6. Prémio Melhor Cantor até 25 anos – 2.500,00€
7. Prémio Talento de Palco - 1.500,00€
8. Prémio do Público RTP – 1.500,00€
9. Prémio de Finalista - 1.000,00€
Contratos com:
Teatro Nacional de São Carlos
Ópera Nacional – Novi Sad – Sérvia
FIMM, Festival Internacional de Música de Marvão 2026
Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras
Festival de Música de Mafra "Filipe de Sousa”
MORVALLEY - O IMPACTO DA COMUNICAÇÃO HONESTA
Quantos emails marketing recebemos por dia e desses quantos lemos?
Enquanto especialistas em marketing continuam a defender que
esta ainda é uma excelente ferramenta de comunicação, eu penso que tem dias, e
normalmente os meus dias dizem-me que vão todos para o lixo, sem perder tempo a
os ler porque tenho uma mão cheia de caixas de correio para ler e gerir e já
mal dou conta de tudo isso quanto mais estar a gastar o meu precioso tempo a
ler conteúdo de empresas que me querem vender os seus produtos.
Contudo um email chamou a minha atenção porque começava assim:
“Saudações durienses
Bom dia. Sou produtor de vinhos na região do Douro e
responsável pela MorValley Douro Wines”
Não consegui apagar sem ler o resto e o paragrafo seguinte
impactou-me pela honestidade:
“Como não tenho área comercial profissionalizada decidi há 3
anos comercializar exclusivamente os meus vinhos através do meu site”
E continua:
“Não encontra os meus vinhos em restaurantes, garrafeiras ou
distribuidores.
Vou mantendo a comunicação do meu projeto através de email
marketing e desde já agradeço a sua amabilidade em aceitar a minha comunicação.
Acredito na relação direta do produtor com o consumidor e
assim coloco-me ao dispor para colaborar e garantir excelente serviço.
e pode crer que estou mesmo ao seu dispor”.
Só isto e uns links, sem estratégias refinadas de marketing,
sem sequer uma fotografia! E estranhamente ao que seria de esperar e a tudo o
que nos ensinam na escola, li na integra o email, fui ver o link, confesso que
a medo, e encontrei um site apelativo, vi as caras por detrás dos produtos e
uma forma de se apresentar, como diz no site, sem pretensiosismos e com muita
descontração, o que está de acordo com o email que recebi.
Vi coerência entre a comunicação e o site e gostei bastante
por isso decidi explorar melhor e encontrei em destaque Vinho cujo rotulo é possível
personalizar, uma seleção de vinhos que não é do enólogo, mas do próprio produtor
e uma novidade, Vallis Dulcis com uns rótulos que me deu vontade de comprar só
mesmo pelo rotulo!
Não conheço esta marca de vinhos, nunca falei
com o produtor nem com qualquer produto desta empresa, mas a forma como se apresentam
recorda-me antigos valores com que fui criada e que parece que se perderam na
correria do tempo e dos quais sinto a falta. Serei só eu?
Ainda no site, mesmo antes das notícias, a equipa é apresentada
da seguinte forma:
“ Uma equipa que é uma família. Os vinhos Morvalley são o
resultado de um grande terroir, muita experiência e, acima de tudo, da
dedicação de pessoas apaixonadas por aquilo que fazem”.
Está tudo aqui: valores da família, da amizade, do trabalho,
da integridade, da entrega e da dedicação. Está tudo aqui, tudo o que vamos esquecendo,
na ânsia da modernidade, a nossa génese de ser português está toda aqui.
Deixo-vos o site para irem dar uma vista de olhos, juro que
um destes dias vou mesmo provar estes vinhos:
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